Disfunção Erétil: Fatores de Risco e Medicamentos

O que é a disfunção erétil?

A disfunção erétil consiste na incapacidade do homem em ter ou manter uma ereção com rigidez suficiente para realizar uma atividade sexual satisfatória, porém, muitas vezes, o homem pode pensar que tem disfunção erétil, quando na verdade o problema é outro qualquer.

Disfunção erétil na terceira idade

De fato, um dos principais fatores de risco da disfunção erétil é a idade. Assim, com o passar do tempo há uma queda gradual e natural da frequência da atividade sexual.

Às vezes, o homem poderá alimentar expectativas de manter o mesmo desempenho que tinha em sua juventude, porém, fisiologicamente, isso é praticamente impossível. Assim, é necessário que ocorra uma adaptação a essa mudança. Vários outros aspectos do organismo se alteram com o passar da idade, e o mesmo ocorre com a vida sexual, que ainda poderá ser boa e prazerosa mesmo na terceira idade.

Em 2001 foi realizado uma pesquisa envolvendo 1.280 homens, aqueles com idade entre 40 e 70 anos apresentaram uma prevalência relativamente alta (em torno de 48%) com relação à disfunção erétil, entretanto, a maioria deles (algo próximo de 26%) exibiu uma disfunção erétil de grau leve, ligada a episódios mais isolados. Enquanto 18% apresentaram uma disfunção moderada e 4% foram diagnosticados com uma disfunção grave, ou seja, incapazes de obter uma ereção.

Causas da disfunção erétil

As causas da disfunção erétil são classificadas em dois grandes grupos, englobando as orgânicas e as psicogênicas. Ainda pode ser considerado um terceiro grupo, formado pela mistura de ambas. No caso dos jovens (abaixo dos 40 anos de idade), na imensa maioria das vezes a disfunção erétil resulta de causas psicogênicas. É muito incomum que mancebos tenham o referido transtorno devido a causas orgânicas, ou seja, por algum problema físico.

As causas psicogênicas estão relacionadas a diversos fatores, principalmente em relação à própria ansiedade do jovem em satisfazer sua parceira. Ocasionalmente isso poderá gerar uma preocupação excessiva e resultar em problemas na obtenção da ereção.

Mesmo que a falha de ereção seja um episódio isolado, isso poderá ficar marcado na mente do jovem, e poderá contribuir para que o problema ocorra novamente, já que a preocupação excessiva tende a piorar o quadro.

Primeiramente, todo homem deve saber que está sujeito a sofrer algum grau de disfunção erétil. Existem muitos homens estressados devido a problemas no trabalho ou financeiros. Todos esses fatores podem interferir no desempenho sexual. Nesses casos, trata-se de um indício de que o problema está relacionado a algum fator psicogênico.

Fatores de risco da disfunção erétil

O consumo de álcool e drogas são dois fatores de risco, assim como o tabagismo. O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Evidentemente, o consumo de uma taça de vinho não acarretará nenhum problema quanto à ereção, no entanto, o excesso de bebida alcoólica aumenta muito a chance de episódios isolados relacionados à dificuldade de ereção.

Alguns dos fatores de risco orgânicos são hipertensão, diabetes e problemas relacionados ao colesterol, por exemplo, dislipidemia. Inclusive, a disfunção erétil é tida como um marcador de doença coronariana. Logo, se o indivíduo tem disfunção erétil orgânica, ele terá mais chances de desenvolver problemas nas vias coronárias, infarto ou qualquer evento cardiovascular.

Influência da mulher na disfunção erétil

Alguns pacientes chegam aos consultórios se queixando que sua parceira exige um desempenho sexual acima da média, contudo, a maioria das mulheres entende o problema. Por outro lado, algumas mulheres tendem a achar que seus parceiros apresentam disfunção erétil por estar mantendo relações sexuais com outra pessoa. Geralmente essa desconfiança acaba gerando mais ansiedade e contribuindo para a piora do quadro.

Medicamentos voltados à ereção

Os medicamentos dedicados ao tratamento da disfunção erétil são relativamente recentes, já que surgiram no final da década de 1990. Essas medições apresentam poucas contraindicações, podendo ser usadas no tratamento da disfunção erétil orgânica, motivada por alguma causa física (problema na chegada do sangue ao pênis) ou neurológica (como a neuropatia diabética), e também nos casos de disfunção erétil motivada por fatores psicogênicos.

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Com relação às contraindicações, esse tipo de remédio não deve ser usado por pacientes coronariopatas (com doenças nas vias coronárias), que basicamente consomem medicamentos da classe dos nitratos. Embora essa seja a principal contraindicação, também há muito mito com relação a isso. Mesmo com a prescrição dos medicamentos estimulantes sexuais, alguns homens não os utilizam devido ao medo de sofrerem um ataque cardíaco, uma vez que existem relatos de morte envolvendo pacientes que haviam consumido o remédio antes da relação sexual. Vale destacar que problemas no coração e pressão alta não são contraindicações para o uso desses medicamentos.

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